12/04/12

A Mãe Que Chovia


Ilustrado por mim, "A mãe que chovia" é o primeiro livro infantil de José Luís Peixoto. Chegará às livrarias já amanhã, 13 de Abril.

07/11/11

Há Monstros na Floresta Gráfica - de volta ao Estúdio Um












"Depois da sua exposição de 2008, Daniel Silvestre da Silva regressa ao espaço do Estúdio Um com desenhos relativos a diferentes séries de ilustrações. Nesse conjunto podem-se observar as várias estratégias gráficas – mais elaboradas ou sumárias – e os diferentes recursos gráficos e plásticos que servem de processo ao autor. Em todos os desenhos se exprime o imaginário marcado pela fantasia, humor e sentido telúrico das formas e dos espaços, num desenvolvimento cada vez mais profundo e versátil."

Paulo Freire de Almeida

10/05/11

Flatland: o mundo numa parede




Por ocasião da re-abertura do mítico Yellow (Bar), em Santa Cruz, alguns amigos que abraçaram a tarefa de o relançar, endereçaram-me o convite de aí fazer um mural e uma pequena exposição. Este é o resultado de alguns dias de trabalho.

02/05/11

Batalha


«Foi num dia nem muito curto nem muito comprido que Brancaflor e Calcaterra descobriram uma coisa estranha num sítio familiar.»

Esta é uma das ilustrações para o novo romance de David Soares, intitulado Batalha (Saída de Emergência).
"Batalha é um romance de literatura fantástica, que observa o fenómeno religioso do ponto de vista dos animais. É, também, um romance hermético e alegórico."

Haverá uma pré-apresentação no dia 7 de Maio, pelas 17h00, na 81ª Feira do Livro de Lisboa, onde estarei com o escritor no stand da Saída de Emergência.
Apareçam!!

Mais informação e excertos do texto poderão ser encontrados AQUI.


24/01/11

Tens visto o Antão? - António Manuel Couto Viana






A propósito do 88º aniversário do nascimento de António Manuel Couto Viana foi lançado o livro "Tens visto o Antão? - Contos pícaros e outros não", com o selo da Quetzal, na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo. Fica a capa definitiva, e ainda uma outra abordagem. Design de Rui Cartaxo Rodrigues.

16/11/10

Um País Silencioso - Uma história das Linhas de Torres Vedras


Um País Silencioso - Uma história das Linhas de Torres Vedras, com texto de Carlos Guardado da Silva dirigido aos mais jovens (e, já agora, ilustrado por mim), é, como o próprio subtítulo indica, uma narrativa desse sub-capítulo fulcral das Guerras Peninsulares. 
É uma publicação inserida no contexto da Comemoração do Bicentenário das Linhas de Torres Vedras, e levada à prensa pela Câmara Municipal de Torres Vedras e Edições Colibri.

Lançamento no dia 20 de Novembro, às 18h00, no Auditório do Edifício Paços do Concelho, em Torres Vedras. Estarei lá para falar um pouco e distribuir resmas de autógrafos.
Apareçam!!





22/09/10

El-Rei Está Triste (e a vida continua)


Ilustração de capa para o último livro de Raúl Malaquias Marques. Mais uma das novidades da Caminho.

19/09/10

Lulu ou a Hora do Lobo


"Quando a mãe apaga a luz e abandona o quarto, os meninos que vivem debaixo da cama abrem os seus pequenos olhos brilhantes. Os meninos metem medo a Lulu. Metem-lhe mesmo muito medo"

"Lulu ou a hora do lobo", de João Pedro Mésseder acaba de sair do prelo e faz parte das novidades apresentadas pela Editorial Caminho na apresentação preliminar "Leya de Porta Aberta" que teve lugar no edifício da Leya, em Alfragide, no passado dia 15.
Neste livro, João Pedro Mésseder fez uma incursão no discurso multimodal - não apenas escreveu o texto, como também pensou as imagens - com o intuito de elaborar um livro que não prescinde de nenhuma das partes para o entendimento da narrativa.

29/06/10

É de noite que faço as perguntas



No campo de acção das comemorações do centenário da primeira república portuguesa, a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (CNCCR) associou-se ao Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem (CNBDI) para realizar uma série de iniciativas em volta da Banda Desenhada e da forma singular como essa linguagem se entrecruzou com a história e o espírito desse período. Foi no âmbito dessa programação, apresentada à imprensa e ao público no passado dia 18 de Maio no Auditório dos Recreios da Amadora, que germinou o projecto da criação de um álbum de banda desenhada que versasse sobre a história da nossa Primeira República, existindo, desde a concepção da ideia, a intenção de que o livro fosse um projecto arrojado, tanto pela sua narrativa como pela arte.

O álbum, escrito pelo David Soares e desenhado por Jorge Coelho, João Maio Pinto, André Coelho, Richard Câmara, e eu mesmo intitula-se É de Noite que Faço as Perguntas e consiste numa narrativa ficcional que seguirá com rigor a história e cronologia republicanas, tendo início em 1891, na sequência do Ultimato Inglês, e terminando com o desfecho do Golpe Militar de 28 de Maio de 1926. Contudo, mais do que tratar-se de uma peça de reconstituição histórica, é uma verdadeira reflexão (alegórica) sobre os valores da liberdade, da cultura e de uma cidadania interventiva. É de Noite que Faço as Perguntas será editado pela Gradiva e pela CNCCR.

Sobre este assunto, mais novidades a anunciar em breve.


16/06/10

Espaço Campanhã - A desordem da desrazão


A exposição no Espaço Campanhã apresenta uma série de desenhos que fiz para o livro Amanhã arrebatarei uma besta
(escrito e desenhado por mim, ainda por publicar). Neste contexto, com base na leitura do livro, o Pedro Vieira Moura teve a gentileza de escrever um texto bastante esclarecedor e sucinto para acompanhar a circunstância. Aqui segue:

A desordem da desrazão

“Mas o mundo não está lá para ser explicado.
Quando o tentaram fazer, o mundo perdeu,
e os homens perderam-se nas explicações.”
Daniel Silvestre da Silva, Amanhã arrebatarei uma besta



Tu que aqui entras, não abandones a esperança.

Amanhã arrebatarei uma besta é uma novela policial à Poe ou Bustos Domecq: não é tanto o crime que interessa, ou o criminoso, por vezes esquecidos, mas o próprio processo de projecção e reconstrução do facto. Não abandones a esperança de resolver o crime, pois lá chegarás. Mas não esperes que o resolva por ti.

O livro que vês nestas paredes tem quatro capítulos, correspondendo a quatro estádios: a vigília, o adormecer, o sonho e o despertar. Tal como algumas das imagens de Daniel Silvestre da Silva parecem prometer uma construção para mais tarde (uma escultura, uma instalação, uma performance; mas não serão elas já existentes no papel?), procura tu encontrar quatro formas de caminhar pautadas pelo ritmo dos capítulos.

1. Pela manhã: um copo de leite e um abacate (vigília): com o establishing shot para dentro do túnel, acelera o passo, descobre o crime, pensa nas soluções, age rapidamente; ainda estás indeciso, não percebes o que pensar, não há quaisquer decisões.
2. À noite não como nada (adormecer): na turbulência mole do hipnagógico, caminha passo a passo, sem que te apercebas que as imagens que vês e as que imaginas e começam a misturar; surgem-te hipóteses ridículas de um trajecto, mas que fazem agora todo o sentido (descansa, mais tarde perceberás a figura triste que fizeste); estão aqui as pistas para começar a pensar fora do livro.
3. Enquanto durmo dou um festim (sonho): por mais rápido que queiras voltar a andar, há uma força densa, como líquido em teu torno; agora surgem imagens de que já nem te lembravas; chegaste a um local mas não já sabes como; ficas incomodado, parece que falam de ti.
4. Quando desperto estou saciado: tens a sensação de ter regressado a um lugar, mas é a primeira vez que aqui estás; agora és tu que escolhes a velocidade: “depressagarinho” parece-te bem; tens a certeza que foste enganado, mas sabes não ter argumentos para acusar ninguém nem de ser ressarcido da despesa; mas ninguém te pede que agora esvazies os bolsos com o que roubaste; parte da carcaça da besta leva-la tu.

Amanhã arrebatarei uma besta é um objecto de texto ilustrado não (totalmente) identificável: tem tanto de livro de artista como de livro infantil, sem infantilizar a primeira nem tornar hermético o segundo; tem tanto de gesto espontâneo de expressão livre como de planificada estratégia pejada de referências cartografáveis; tem tanto de brve caderno de esboços de coisas a vir como e diário de bordo de coisas vividas. E é precisamente essa tensão, sublinhada pela própria natureza intervalar destes livros (entre texto e imagem, entre cada uma das páginas da sequência, entre cada capítulo, entre cada fio de uma trama que nunca coalesce numa só lógica), que atravessa toda a macro-narrativa do livro, que se despeja de forma especial para a exposição, o seu campo expandido.

Tal como no livro o sonho para que adormecemos não nos faz despertar de regresso ao mesmo sítio, também não sairás daqui pela mesma porta, ainda que aparentemente sim. Há várias direcções a concorrer aqui. Há vários crimes a serem perpretados ao mesmo tempo. Não percas a esperança de cometeres uns quantos também. Se te perderes neles, ganhaste.